Capítulo 198: Qual late night eu assisto?

Capítulo 197: Um novo mundo de sense8's na 2ª temporada

Capítulo 196: Cara Netflix, falta representatividade nos esteriótipos de "GirlBoss"

 Nunca ouviu falar em "Mr. Robot" ou já ouviu mas ainda não sabe do que se trata? Então confira bem aqui o que rolou na primeira temporada, antes de continuar lendo!

 Para quem está acompanhando a série, vamos comentar sobre o seu retorno! Mucho louco, conflitante e com mistérios que me deixam super intrigada...



 Elliot é este personagem complexo que você nunca será capaz de entender completamente, nem quando ele fala diretamente com você aí atrás da tela...

 Sua luta por manter longe seu outro lado, seu alter ego, sua máscara que possui vida própria, ou qualquer que seja a definição de cada um, se constrói em uma linha tênue. Afinal, como saber quando você é você mesmo e não seu pai tomando forma?

Pitty já cantarolou sobre as máscaras que cobrem certos rostos...
 Nosso hacker lunático então resolve criar uma rotina, fazendo exatamente as mesmas coisas todos os dias, nos mesmos horários. Ele anota toda essa 'vida social fake' em seu diário, para saber quando está no controle.


 Mas claro que papai não o deixa em paz, né... Até porque o caos está instalado na sociedade e a crise econômica nos Estados Unidos fictício é comparada à crise de 1929 na série... O 'fsociety' está longe de estar morto e se conformar com o grande golpe da temporada passada.

Vai dizer que essa série é pouca coisa com uma presença ilustre dessas???
 Muitas coisas já aconteceram nesse início, mas nada de spoilers grandes desta vez rs Vou apenas elencar aqui alguns pontos...

A psicóloga de Elliot super confortável e claramente precisando de grana para aceitá-lo de volta, né?
Darlene jogada, mas não rendida! Ela é quem está no comando do 'Fsociety' agora
E quem é a dona deste laçarote que sente prazer em sangrar e sofrer?
Claro que a masoquista número 1 da série!
 O masoquista número 2, Tyrell Wellick, está desaparecido, mas claro que a moça encontrou um jovem para saciá-la... E olha, ele está de parabéns (tem até cena de 'nude' do moço, pessoal)!!

 Bom, vamos acompanhar essa loucura e tentar nos achar dentro dela aos poucos, conforme a série for clareando... Quem vencerá este duelo pela mente de Elliot?






 Se você nāo lembra do ator, aí vai um pouquinho da trajetória desse moço talentoso:

 Theodore Raymond Knight tem 43 anos (sim, com essa carinha de baby). Ele trabalhou na Broadway, interpretando Tim Allgood em "Noises Off", de Michael Frayn. Depois, atuou em mais algumas peças e chegou a ser indicado ao prêmio de Melhor Ator em Peça de Teatro por "Drama Desk" (#achochique).

 Já na TV,  nosso queridinho participou da série "Charlie Lawrence", mas foi em "Grey's Anatomy" que T.R. brilhou na pele do fofo George O'Malley. Quase todo o 'fandom' sofreu com a saída do ator do enredo... (nāo vai rolar spoiler. Tá bem, então tá bem). Shonda Rhimes traçou um desfecho incrivelmente surpreendente para o personagem. Choramos? Claro que sim! haha



 Depois de anos de saudades, ele está retornando ao mundo das séries de Shonda (Yeeeeeeeah! <3). Desta vez, T.R. atuará em "The Catch", mas, infelizmente, nāo há muitos detalhes sobre o personagem. Estāo mantendo segredos, dizem ser um papel recorrente e criado especialmente para o ator! Acho que podemos aguardar boas surpresas.



 Para vocês terem ideia do quanto nosso eterno O'Malley é querido, Tia Shonda relatou estar  emocionada por voltar a trabalhar com Knight. Ela afirmou que um dos preferidos da família Shondaland estava de volta à casa. Prestígio pouco é bobagem, né?

 O fato é que estamos com altas expectativas! O que será que Rhimes preparou dessa vez? Resta-nos aguardar pela nova temporada de "The Catch". <3
Quando eu comecei a assistir Stranger Things, eu realmente não esperava o que eu iria encontrar...

Winona Forever!

1983. Quatro garotos jogam uma partida de RPG de "Dungeons and Dragons" numa cidadezinha do interior dos Estados Unidos. Voltando pra casa, Will, sozinho, é perseguido por alguma coisa. Corre pra se esconder num armazém de sua casa. Desaparece.

Todas as pessoas próximas a ele e claro um xerife começam a tentar encontrá-lo. Seus amigos - que são mais espertos que o resto das personagens -; seu irmão - meio 'creepy', meio fofo -; e sua mãe - que se culpa pelo sumiço do filho, mas é a que mais se abre aos meios estranhos de encontrá-lo, ao longo dos episódios. 


Porém, na mesma noite do sumiço de Will Byers, uma outra criança aparece na cidade e, fugindo de alguma coisa, cruza o caminho dos amigos e acaba se escondendo com eles.

Só que não pode ser coincidência esse encontro, não é mesmo? Então essa nova figura pode ser a chave pra entender tudo de incomum, vamos dizer assim, que começa a acontecer. Inclusive, ela é uma das causas dos eventos extraordinários que começam a ocorrer.

Me when fries are the only vegan option3 meet 11

Eu assisti a tudo nesse último final de semana e cada episódio me deixava mais curioso pelo que vinha a seguir! A história é construída de um jeito bem interessante, revelando aos poucos, montando uma linha de acontecimentos sucessivos que vão escavando o mistério.

Mas juro que me surpreendi muito com a história da série. Pelo o que eu contei, que é um pouco mais do que eu sabia antes de assistir, eu esperava um suspense, mas não, é de fato uma ficção científica.

Something's coming.This show is scary af

Conversando com um amigo, reparamos o quão desacostumados estávamos com esse tipo de narrativa (que, aliás, me lembrou "Super8" e "E.T.", mas é diferente também). E não tenta ser o que não é.

Além disso, ou junto, tem uma super 'vibe' anos 80: na história; pelos conflitos envolvendo teorias da conspiração com o governo; nas personagens, pelos figurinos, cabelos e comportamentos; na estética escolhida pela direção; na trilha-sonora e em todas as nuances. Transpira a e à "década perdida".


Algo me pareceu faltar na conclusão da história, mas acho que muito por conta das narrativas às quais estou acostumado a assistir. 

Só tem oito episódios, gente! Vale muito a pena maratonar!

#FicaDica


No post de hoje, vamos abordar o mais novo lançamento do SBT em dramaturgia: a série "A Garota da Moto"!



Se você estava esperando mais uma produção infantil cheia de dancinhas e crianças alucinadas-dançarinas no elenco, sinto te desapontar..!





E, pasmem..! Esta nova produção não é escrita por Íris Abravanel, a autora-mor da TV de Silvio Santos.

"Só observo essa zoeira aí comigo... Vou reclamar com o Jassa"


"A Garota da Moto" revela o desejo do SBT de, aos poucos, voltar a produzir histórias direcionadas a um público mais adulto do que aquele que o canal aposta desde 2012 em seu horário nobre - ano em que o remake de "Carrossel" foi ao ar e, desde então, cedeu espaço a uma série de outras obras infanto-juvenis.

Joana ganha seu sustento como 'motogirl'

A série é uma produção da Mixer em co-produção com o SBT e Fox Brasil. A ideia original é de David França Mendes e João Daniel Tikhomiroff, com direção artística deste último. Na história, somos apresentados à Joana (Chris Ubach), uma jovem que se vê obrigada a fugir com seu filho de 8 anos, Nico (Enzo Barone), após começar a ser ameaçada de morte.

A menina, no passado, se apaixonou por um cara mais velho, Duda (Tatsu Carvalho), que, por sua vez, era casado com a rancorosa Bernarda (Daniela Escobar). Ao descobrir que Joana estava esperando um filho seu, ele decide oferecer dinheiro à jovem para ela fugir e não revelar a ninguém a verdade. Joana se revolta e decide criar seu filho sozinha e em paz.

Dança da motinha, moto envenenada
Anos mais tarde, Duda morre - aparentemente, envenenado por Bernarda - e nossa mocinha passa a ser perseguida freneticamente por gente muito poderosa. Quando sua casa no Rio de Janeiro é invadida, ela decide se mudar para São Paulo com o filho, procurando proteção. É nesta sequência que nós, telespectadores, descobrimos as habilidades de Joana no que se refere às artes marciais. As cenas, inclusive, são muito bem dirigidas e dão o ritmo certo à série.






A vilania, conforme pôde ser percebido, é personificada na figura de Bernarda, que decide passar a perseguir a rival por causa da herança deixada pelo falecido marido (acreditando que a 'motogirl' e seu herdeiro podem vir a ameaçar sua fortuna). É uma vilã bastante caricatural, diga-se passagem. Bernarda é cheia dos risinhos e das levantadas de sobrancelha de maneira maléfica.





Mas amo tanto a Daniela como atriz que nem reparo nisso... Ela arrasa de qualquer jeito <3 Quem não lembra dela como Maysa Ferraz, a mãe da 'dorgada' Mel (Débora Falabella), em "O Clone"?



Em meio a tudo isso, Joana passa a trabalhar na Motópolis (eiiita que a criatividade para o nome passou longe), uma empresa de moto-entrega. E é este o núcleo cômico da trama. A gerente do estabelecimento, Val (Fernanda Viacava), é o esteriótipo da perua que gosta de se fazer de durona, enquanto que o sub-gerente do local, Bactéria (Thiago Amaral) é o oposto: certinho, recatado e do lar. 

Val, um dos alívios cômicos de "A Garota da Moto"


Trabalham ainda por lá os 'motoboys' Túlio (Thiago Freitas) e Marley (Felipe Montanari), ambos apaixonados por Joana. Enquanto que o primeiro é mais picareta - sempre tentando levar vantagem nas situações em que se mete -, o segundo é solícito e pensa no bem-estar comum e na coletividade. 



Joana ainda tem uma complicada relação com seu pai, Reinaldo (Murilo Grossi), a quem chama apenas de "Rei" e é seca em suas relações, demonstrando pouco afeto. No piloto, ficou claro que este homem foi omisso em relação à criação da menina, mas ainda sem explicações aparentes e efetivas.



Com boas atuações de Chris Ubach e Daniela Escobar, "A Garota da Moto" peca, no entanto, pelo excesso de didatismo. O primeiro episódio foi marcado, inteiramente, por pausas na linha de ação da obra para ouvirmos as próprias personagens explicando o que havia acontecido naquele dado momento para o público; subestimando a inteligência do mesmo ao frisar, por exemplo, que uma determinada sequência se tratava de um assalto (quando que, na verdade, todos os elementos já estavam expressos na tela). Uma medida desnecessária e que quebra o ritmo da narrativa, drasticamente.

As tais confissões acima citadas se dão de uma forma extremamente teatral, como na imagem acima

Outro fator negativo é a presença de muitos núcleos desnecessários à ação e que não cativam o público. Só gostei mesmo do núcleo da heroína e da vilã em si... De resto, há um excesso de personagens que não colaboram com a história e empregam uma sensação de 'encheção de linguiça' ao que está sendo contado. Caberia em uma novela, mas não em produto que se vende como série. E tenho dito.



A história em si é interessante, mas precisará passar por pequenos ajustes se quiser fazer sucesso na TV da Anhanguera. Nada que tio Silvio não consiga, né não?



 Torcendo bastante para que a trama tenha sucesso e que estimule, cada vez mais, a qualidade técnica da dramaturgia da emissora. O primeiro passo foi dado e os rumos parecem ser animadores :)

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"A Garota da Moto" vai ao ar de segunda à sexta, às 21;30, no SBT! A primeira temporada possui 26 episódios, ao todo.
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Lembro exatamente o momento em que fiquei absurdamente encantada e interessada pela carreira de Viola Davis. Era um dia comum, até aparecer na 'timeline' do Facebook um vídeo maravilhoso de uma mulher negra, extremamente bem sucedida e empoderada! Era um discurso (nāo só a fala, mas a presença) que tocava profundamente nas questões da mulher negra. Emocionada, ela disse: " a única coisa que separa mulheres negras de todas as outras sāo as oportunidades". Sim, as OPORTUNIDADES!!! Isso em várias vertentes, mas poucas vezes víamos atrizes negras em papéis de destaque, interpretando personagens bem sucedidas! Viola sabia/sabe muito bem a força que isso representa, o quanto foi difícil e, principalmente, a importância que possui como agente representativa. Ela ganhou o Emmy Awards 2015 e nos fez refletir de forma extremamente densa sobre privilégios . Assista:


Pois bem, fui assistir " How to Get Away With Murder" e o filme "Histórias Cruzadas".  Se eu puder definir  o primeiro episódio HGAWM, sem muita análise no que tange à parte técnica e tal, eu diria: REPRESENTATIVIDADE.  Uma mulher negra em posiçāo de comando em uma série é, no mínimo, inspirador, quase que acolhedor! Eu tive vontade de agradecer Shonda Rhimes pela escolha e desenvolvimento da história dessa personagem. Sério, vocês já repararam os olhares e trejeitos dessa atriz, gente? Tomem nota, por favor, isso faz total diferença.


Já o filme " Histórias Cruzadas", problematizações à parte, equilibrou força e delicadeza para contar histórias tāo duras e cheias de significações para as mulheres negras, aquela dorzinha no peito misturada à uma dose de indignaçāo foram inevitáveis. Mais uma vez, o talento de Davis deu um tom de realidade impressionante e necessário!



*Viola tem 50 anos, venceu dois Tony Award e um Emmy, foi indicada ao Oscar de melhor atriz (coadjuvante/secundária) em 2009 por sua atuação no filme "Doubt" - no mesmo ano, apareceu no filme "Law Abiding Citizen". Em 2011, ela atuou como Aibileen Clark na adaptação cinematográfica do livro de Kathryn Stockett "The Help", pelo o qual foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Dramático e ao Oscar de Melhor Atriz. No ano de 2015, Viola foi a primeira atriz negra da história a ganhar um Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática. Nem tenho palavras para dimensionar a importância desta vitória ( <3)  

* Fonte: Wikipédia

O fato é que a carreira desta querida é um baita incentivo à mulher negra que, em meio à muita desigualdade, vem conseguindo conquistar seu espaço nos variados nichos. Que haja mais OPORTUNIDADES e fortalecimento. Bora ocupar estes espaços!

Ah, o elenco já se reuniu para gravar a terceira temporada de How To Get Away With Murder! 






No caminho para a quarta temporada, a sitcom estrelado por Anna Faris ("Todo Mundo em Pânico") e Allison Janney ("The West Wing") mostra que as narrativas complexas que triunfam ao misturar gêneros clássicos não é uma exclusividade da elitista 'tv-de-qualidade', podendo, muito bem, se configurar em vinte minutos.


Apesar de criada por Chuck Lorre, que nos trouxe "The Big Bang Theory" e "Two and a Half Men", "Mom" conta a história de Christy, uma mãe solteira de dois filhos que está tentando encontrar um caminho para sua vida e sua família, deixando o passado para trás e, principalmente, tentando se manter sóbria.


Apesar de todas suas questões, ela é o pilar de sua família, que conta ainda com seu filho mais novo, Roscoe - que a prende ao ex-marido que arranjou em seu momento "party hard" -, a filha Violet que, aos dezesseis anos, assume uma gravidez para a família e ainda sua mãe dificil de aguentar: Bonnie.

Bonnie é a contraposição perfeita à protagonista para fazer a história se movimentar. Egomaníaca e cheia de artimanhas, coloca as duas personagens em diversos problemas na tentativa de também cooperar com a reconstrução da família.


Apesar de parecerem muito diferentes, ambas dividem diversos acontecimentos na vida: gravidez ainda durante a juventude, um passado cheio de exageros e erros, a vontade de recomeçar; mas, especialmente, a necessidade de lidar com o verdadeiro antagonista da série - o alcoolismo.

A partir dos encontros do AA, os "meetings", é que percebemos a movimentação das personagens em direção a seus objetivos. Desde procurar empregos até encontrar um amor, passando por possibilidade de cadeia e a necessidade de superar doenças graves; Christy e Bonnie contam com a ajuda de diversas amigas que conhecem nesse grupo.

As personagens que trazem o apoio na jornada das heroínas e os questionamentos em cima dos acontecimentos aumentam não só as risadas, como também os momentos de emoção da trama!



E é na emoção que mora a maior conquista de "Mom". Uma sitcom com todos os traços tradicionais, mas que não se coloca no papel único de ser comédia, agregando, muitas das vezes, tensão ao enredo. 

Uma série de comédia que aborda temas tão frágeis podia muito bem - inclusive tendo em vista o criador - soar como um insulto. Mas os vinte minutos de episódio não tentam esconder um lado mais pesado na vivência de pessoas com dependência química.

E, também, não omitem o lado mais complexo relacionado à vivência humana. Apesar de a primeira temporada ser um tanto mais leve do que as seguintes - apresentando menos dramas -, ela já se coloca dentro de temas/questões polêmicas.

Portanto, a história vira um misto de risos e choros. Estar lá com as personagens nos momentos de conquista, mas nos momentos de perda. E, vez em outra, não terminar o episódio rindo, mas com um aperto no coração; sabendo sempre, é claro, que é possível continuar e que é preciso.

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