Capítulo 198: Qual late night eu assisto?

Capítulo 197: Um novo mundo de sense8's na 2ª temporada

Capítulo 196: Cara Netflix, falta representatividade nos esteriótipos de "GirlBoss"

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Depois de esperarmos uma eternidade de quase 2 anos de intervalo, a 2ª temporada de "Sense8" finalmente estreou na Netflix! Essa série é sempre bastante confusa, então, ao invés de dar explicações, vamos conversar um pouco sobre tudo o que rolou!


Eu não sei quanto a vocês, mas os meus momentos favoritos são quando os personagens centrais se unem e o drama envolve todos eles - não tratando só suas tramas enquanto indivíduos, mas sim como sensates. Nessa temporada, quem ganhou bastante destaque foi a Sun e sua busca por vingança/justiça. E se nós amamos? MUITO!

Sun é atacada na prisão por policiais pagos para matá-la, a mando de seu querido irmão. Que cena meus amigos! Sério, só a cena do enforcamento de Sun, que acaba sobrando para todos os outros 'sense8s', já valeria a temporada. Teve muita agonia e uma plasticidade mágica. Se tem uma coisa que ninguém pode reclamar, é dos artifícios artísticos da série!


Por sorte, uma senhorinha amiga de cela de Sun sente que algo iria acontecer e chega na hora para ajudar a moça. O BERRO QUE EU DEI Assim, Sun finalmente consegue fugir da prisão! E se presa ela já arrasava, não preciso nem dizer o quanto ela sambou nessa temporada né?

Ela ainda se envolveu com o detetive Mun, entre muitos tapas e pouco beijo SHIPPAMOS HARD

Will e Riley continuaram sofridos, vivendo escondidos do Sussurros e com o ex policial tendo de se tornar um viciado em drogas para todos eles sobreviverem. Mas nesta caçada, nossos sensates também estavam espertos para surpreender Sussurros e sua facção criminosa boladona. Foi interessante como esse jogo de gato e rato se desenrolou e as reviravoltas que ocorreram!


Lito teve sua sexualidade e seu romance com Hernando expostos, e agora, tem de lidar com as repercussões. O rapaz vê seu sonho de ser ator desmoronando e, mesmo nos proporcionando vários momentos fofos e divertidos de 'drama queen', ele possui uma amiga fiel disposta a lutar por sua carreira, Dani Velasquez, everybody! Que trio da p*rra, viu!


Ah, claro que não posso deixar de lado a visitinha do trio ao Brasil! Lito foi convidado para a Parada LGBT de São Paulo e, lógico, que todos estavam presentes no trio elétrico mais heterogêneo e plural da Terra!

Esse ser ali no meio da multidão merece ser reconhecido pelo seu golpe visual, lacrou

Seguindo para outro casalzão, vamos de Nomi e Amanita! As duas seguem escondidas também, vivendo no barco de Bug, amigo hacker de Nomi. E posso dizer? Amei este novo trio! Até com o pessoal do Anonymous eles se metem! E além de toda essa caçada hacker, Nomi também tem de lidar com o casamento de sua irmã, Teagan, e com o preconceito de seus pais. Eu estou aqui tentando não dar muitos spoilers sobre a trama de cada um, mas agora não vou resistir... O que foi o pedido de casamento de Amanita para Nomi e Nomi para Amanita? AAAAAA ~lágrimas~


Capheus também encontrou o amor. Ele começa a namorar uma repórter que o leva para um caminho inesperado. Com a situação lastimável de onde vive, Capheus vê a oportunidade de poder mudar a vida de seu povo, entrando para a política. Mas ele enfrenta um grande político que não deixará as coisas tão fáceis assim, colocando em risco, inclusive, sua vida.


Kala tenta seguir sua vida de casada com Rajan, mas está cada vez mais apaixonada por Wolfgang e ambos não conseguem esconder o que sentem. Enquanto ficam nesse chove não molha até que molha, e muito!, os dois passam por momentos difíceis em suas vidas. Rajan mantém segredos que podem por sua vida e a de Kala em risco, enquanto Wolfgang está se metendo em confusão com um empresário poderosão, traficante em Berlim nada novo para ele e Felix este dilema, né.



Agora vamos deixar os problemas pessoais de cada um de lado e falar sobre o de todos. Se Sussurros faz parte de uma grande organização, a OPB (Organização de Preservação Biológica), é porque este trabalho requer muitos esforços e também porque existem muitos sensates, e chegou a hora de conhecermos alguns! Riley se conectou com dois novos sensates, em uma rave que tocou, o que foi ótimo para eles, pois conseguiram mais informações sobre a OPB e também descobriram que Sussurros era apenas como Angélica o chamava, mas Canibal é como os outros sensates chamam o Dr. Matheson - muito camaleão ele sim, com vários nomes na praça.

Já Wolfgang não teve a mesma sorte de Riley; ele se conectou com Lila, a namorada do mafioso que ele começou a trabalhar. A moça infernizou a vida do rapaz desde o momento que apareceu - essa não sabe levar um fora - e foi até as últimas consequências para prejudicar Wolfgang e o seu 'cluster'.


Olha, "Sense8" é uma série complicada que exige sua atenção total na hora de assistir, e às vezes nem assim você entende tudo o que tá rolando nesse universo. Mas não foi só isso, o final, comparado à toda esta temporada, deixou a desejar. Vou explicar o porquê de ter esta opinião.

AGORA COMEÇAM SPOILERS PESADOS, ENTÃO SIGA COM CAUTELA!

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O Wolfgang foi capturado pelo Sussurros e entregue em uma bandeja pela cobra da Lila. Nisso, o rapaz foi torturado para que seu subconsciente entregue para a OPB quem são os outros sensates do seu 'cluster', além de Will e Riley, e onde eles estão. Até aí, ok! Mas depois tudo vira uma bagunça! Will brota na sala onde Sussurros trabalha e o surpreende, todos eles estão juntos em Londres já executando um plano para recuperar Wolfgang e sequestrar Sussurros.

Nós somos o Hernando e a série é o Lito
Gente, como o Will brotou lá na sala? Se ele sabia onde o Sussurros estava, por que não atacaram antes? Como ele entrou lá tão de boa, livre, leve e solto? E cada sensate vive em um país, aí todos eles chegaram ao mesmo tempo em Londres? Ah, sentá lá, Cláudia! Sem falar nessa treta do Jonas ficar em cima do muro e a Angélica que nunca sei se foi boa ou ruim... O final ficou super jogado, nada fez sentido, mesmo deixando um ótimo gancho para a próxima temporada, que tem que acontecer! Minha reação foi bem essa abaixo.


O que vocês acharam da nova leva de episódios? Os sensates vão dominar o mundo dos sapiens? Bom, agora é esperar pela confirmação da terceira temporada (que tem rumores de ser a última), torcer muito para que ela não demore quase 2 anos novamente e para que, um dia, tudo faça sentido para a gente!



Cara Netflix, vocês tem um atendimento ótimo, produtores de conteúdo MARAVILHOSOS, são muito criativos, nós sempre a elogiamos. Mas foi triste ver a ação publicitária para a série "Girlboss". Eram 4 blogueiras, todas BRANCAS, falando sobre ter atitude e todas essas coisas que estão na moda. Atentem-se para uma coisa: o Brasil é um país em que mais de 50% da população é negra, dentre tais, há muitas mulheres dentro da ideia de "Girlboss" (neste caso: empoderadas, empreendedoras e afins.) Não seria o caso de uma curadoria com um olhar mais amplo, cuidadoso e, principalmente, menos dentro dessa caixinha que insiste em invisibilizar mulheres negras?


A gente entende que existe uma lógica capitalista e que empoderamento e afins são a bola da vez, mas bora tentar segurar melhor esse discurso, hein? Ou ele só é válido quando falamos das outras minorias? Olha, esse foi mais um exemplo para, mais uma vez, mulheres negras sentirem tudo o que as meninas de "Dear White People" relatam. Assim como elas, seguimos resistindo.


Vale dizer que quando questionada (via comentário no Facebook) sobre o fato, nossa amada Netflix, que sempre é tão rápida em responder, ignorou o comentário*. #SadButTrue

Um outro ponto importante: criticar a postura da empresa não invalida o fato das meninas escolhidas serem profissionais maravilhosas. A questão não é quem está, mas quem falta! ;)


Cara Netflix, caso vocês não saibam, temos muitas mulheres negras incríveis no YouTube. Porque ser "Girlboss" - no melhor sentido da expressão, para muito além da personagem - negra no Brasil é sinônimo de resistência e persistência.

Seguem os links de alguns canais ótimos:

Nataly Néri: https://www.youtube.com/watch?v=RxwEm8i3Kzg
Gabi Oliveira: https://www.youtube.com/channel/UCF108KZPnFVxP8lILiJ1kng
Xan: https://www.youtube.com/channel/UCs-YXTZrJfI9AUYjNK3vY1A
Fernanda Chaves: https://www.youtube.com/user/nandha2
Joyce: https://www.youtube.com/channel/UCt-IHig4ODpdf5YdZjrc4IA

Finalizamos com aquele ditado: "Desapontadas, porém não surpresas".





*Até o dia 08/05, não havia resposta para o comentário. 

A maravilhosa série "Bates Motel" chegou ao seu fim, na 5ª temporada, no final do mês de abril. Como muitos sabem, a trama foi uma adaptação do clássico do cinema "Psicose", o que rendeu olhares curiosos e empolgados desde a sua estreia. Falando por mim e por pessoas próximas, ela não decepcionou em momento algum ao entregar aquilo que se propôs sem se perder: a relação entre Norma e Norman, muito além do fatídico episódio explorado no filme.


A 5ª e última temporada gerou muita expectativa por ser o momento em que a série retrataria a narrativa presente em "Psicose". Ou seja, Norman receberia no Bates Motel uma secretária que roubou uma grande quantia em dinheiro de seu patrão para viver com seu amante. Trata-se de Marion Crane. Em ambas as narrativas, esta história acontece. Mas, no seriado, tudo está ligado à Norman.


Em "Bates Motel", Norman se encanta por uma vendedora chamada Madeline Loomis (muito parecida fisicamente com sua mãe, Norma, que já está morta nesta temporada, mas continua vivendo na cabeça do rapaz em seu distúrbio de personalidade). Madeline é casada com Sam Loomis, que possui um relacionamento extraconjugal com Marion! A secretária não sabe que seu amado é casado e se abriga com o dinheiro roubado no Bates Motel.

Pausa para dizermos que Marion foi interpretada por ninguém menos que Rihanna na série! Após a cantora e também atriz se declarar fã, ela foi convidada para estrelar a personagem tão importante na narrativa audiovisual da década de 60! Totalmente repaginada e cheia de atitude, RiRi nos rendeu uma Marion bem diferente e ousada!


Norma e Norman sempre tiveram uma relação difícil quando o assunto era um dos dois envolvidos em qualquer outro relacionamento. Essa cumplicidade maternal beirava a loucura e se rendeu à ela quando Norman tentou matar ambos, mas só Norma acabou morta toda vez que alguém se aproximava de um dos dois. Esta Norma, fruto da cabeça de Norman, não tolerava os sentimentos do filho por Madeline, por alguns motivos - neste caso, pelo medo obsessivo de perderem um ao outro para outra pessoa, o ciúme pela semelhança física de Madeline com Norma jovem, e a semelhança na relação do casal Loomis com Norma e o pai de Norman, um relacionamento abusivo e frustrado.

Todos estes fatores levaram a icônica cena do chuveiro de "Psicose"!

aquela musiquinha famosa 'pã pã pã pã' no fundo, por favor

A dúvida, então, pairava no ar: quem seria a vítima da famosa cena do chuveiro? No filme, é onde Norman ataca Marion, vestido como Norma e conhecemos a mamãe Bates. Mas, na série, quem possuía as semelhanças físicas com Norma era a personagem de Madeline, então a dúvida estava muito bem construída.

E, para nossa surpresa, nenhuma das duas foi a vítima! Aliás, Norman também não estava vestido como Norma. A mãe estava presente em seus pensamentos e o levou a cometer este assassinato. Foi a primeira vez em que Norman sabia que quem estava matando era ele, e não sua mãe! Ah, e a vítima? Quem causou todo o sofrimento na vida de ambas as moças, o marido e amante: Sam Loomis. PÃ

Que se dane, não vim aqui para morrer não. Respeita meu banho

A série soube driblar toda a expectativa por este ápice na narrativa, surpreendendo e mantendo o sentido na história. ~palmas~ Mas muita água ainda iria rolar até o series finale! Após se refrescar com esta chuveirada, o circo começou a fechar para Norman.

Norma tomou conta completamente da cabela de Norman, para tentar salvar o garoto da prisão, o que não aconteceu. Os corpos que 'mãe e filho' haviam escondido por algum tempo começaram a ser encontrados e tudo estava caindo sobre Norman. O único disposto a defendê-lo e a ver sua necessidade em ser tratado em uma clínica para doenças mentais era seu irmão, Dylan. Mas quem poderia impedir Romero de se vingar do garoto por ter matado seu amor, Norma?


Romero deu a louca! Ele invadiu a delegacia, onde era o xerife em tempos de bonança, e sequestrou Norman. Ambos seguiram para onde Norma estava enterrada - na neve, toda azul, e certamente com um cheiro de flores mortas após ficar rodando de lugar em lugar depois de morta. Romero deixa se levar pela emoção quando vê Norma e esquece que um psicopata está na companhia dos pombinhos de outrora. Ele deixa a arma nas costas e fica lá abraçando Norma, então já sabíamos que não acabaria bem, né? Mas Norman é 'old school', mesmo depois de ter levado uma surra, ele pega um pedrão e acerta Romero diversas vezes, até finalmente pegar a arma e fazer outra vítima.

O episódio final foi bem nostálgico e trouxe flashbacks que intercalavam com a narrativa atual. Cenas de quando Norma e Norman se mudaram para o Motel, com a esperança de recomeçar. E é nesta fantasia que Norman se prende. Ele volta para o Motel, com o cadáver de sua mãe, e começa a viver tudo novamente. É como se sua mente tivesse apago tudo e ele tivesse voltado no tempo. E aí temos o confronto final entre os irmãos. Família unida e a sanidade colocada à prova.

  
Dylan tem de acabar com a ilusão de Norman e joga toda a verdade em seu irmão, dizendo mais uma vez que ele precisa de ajuda. Mas Norman se recusa a abandonar a mãe. De um lado, Norman com sua faca; do outro, Dylan com sua arma. E é assim que mais um Bates morre. Norman vai ao encontro de sua mãe, em uma cena muito bela e tocante.


A série fez um trabalho primoroso ao construir muito bem os fortes laços entre Norma e Norman, protagonizando sua história. Não sei como os fãs do filme se sentiram, mas particularmente acredito que foi uma narrativa ótima de ser contada desde o seu início, antes do Bates Motel ser criado e das vítimas antes e após Marion Crane (no filme) padecerem. A série conseguiu manter todos os acontecimentos bem interligados ao longo de suas suas temporadas. E, ao chegar na 5ª, que é quando a história do filme foi retratada, não pecou e não se acovardou. Ousou e trouxe um frescor do século XXI em todos os aspectos. Sem falar nas atuações impecáveis de Vera Farmiga e Freddie Highmore, nos enlouquecendo e nos fazendo amar seus personagens em todo a sua maluquice!

Nos despedimos desta ótima série com esta fotoca linda, e contentes por '"Bates Motel" ter adentrado a narrativa de "Psicose", mesmo não tendo se rendido à ela - mas sim, tendo contado sua própria história. E vocês? O que acharam desta finale?






  

Em Abril, a Netflix lançou a série "Dear White People", cujo conteúdo gira em torno do racismo - mais precisamente, uma crítica ao blackface, apropriação cultural, privilégio estrutural concedido aos brancos. Mas, consequentemente, permeia as relações entre os militantes NEGROS universitários, seu contexto social, dores e inseguranças. Deixo explícito que tô fazendo um baita esforço pra não dar spoiler, podem ler sem receios rs <3

Quem é negro, com toda a certeza, se identificará com as questões levantadas. Quem é branco, por favor, reflita sobre seus privilégios e a importância da discussão.



O assunto é pesado, bem como a rotina de quem sofre racismo diariamente, mas a narrativa é conduzida de uma forma bem dinâmica, eu diria que quase didática. Uma das coisas bem interessantes abordadas na história é a estética do negro e como isso é pertinente para além de clichês, mas são aspectos que fazem parte da identidade racial. Outro assunto que ganhou destaque foi o relacionamento inter-racial e como ambos (negro/branco) lidam com isto. Mas o ponto alto deste plot é a percepção de que, por mais que a pessoa privilegiada tente ser sensível, ela não entende e sofre, de fato, a dor do outro (parece redundante, but...). A forma como abordam esta temática é, ao meu ver, maravilhosa!

Para ajudar na contextualização, basicamente (e, bem superficialmente mesmo rs) a série conta a história de alunos negros, principalmente no âmbito acadêmico, mas estende-se aos seus outros meios sociais e relações. Sam, Coco, Joelle, Reggie e Troy são alguns dos personagens-chave da trama, cada um com suas peculiaridades, mas que conhecem e vivenciam o racismo.

Vale dizer que esta também é uma boa oportunidade para refletirmos sobre apropriação cultural, exaltação ao modelo de estética corporal europeia e o quão isso pode ser cruel para os negros.

Hoje, pesquisando sobre "Dear White People" para ver outras percepções, infelizmente, soube que uma galera ameaçou cancelar a assinatura na Netflix por causa da série, com a triste e cruel desculpa de que sentiram-se ofendidos ( SÉRIO??).  Uma série composta por negros, que fala abertamente sobre o racismo... Ah, é demais para as queridas pessoas brancas, né? (ironia detected). 




A questão é que existe algo bem pertinente a ser discutido: o quanto a sociedade ainda despreza os debates sobre racismo, bem como a empatia acaba, muitas vezes, sendo seletiva. Sem contar a naturalização do racismo e a tentativa de banalizar e abafar a voz de quem luta para simplesmente ser quem é. Vale MUITO a pena assistir "Dear White People"! Aproveitem e compartilhem conosco suas percepções.


Inicialmente, esse post iria ser sobre séries que tem línguas inventadas especificamente pra elas; em que os personagens, em boa parte do tempo, estão se comunicando por um sistema fonético e gramatical que não existia antes da história entrar no mundo. Porém, acabei descobrindo que todos esses idiomas foram inventados pelo mesmo linguista: David J Peterson.


AnoTítuloLíngua(s)
2011-2015Game of ThronesDothrakiValirianas
2013-2015DefianceCastithan, Irathient, Indojisnen, Kinuk'aaz
2013Thor: The Dark WorldShiväisith
2014Star-CrossedSondiv
2014-2015DominionLishepus
2014-2015The 100Trigedasleng
2015Penny DreadfulVerbis Diablo

Então decidi mudar de rumo e dividir com vocês as curiosidades que eu descobri pesquisando sobre idiomas pensados especialmente para as séries..! Vamos lá?

Druid
O que faltou à Wikipédia dizer é que, para além de todas estas séries, mais recentemente, David também inventou o dialeto Druid para "The Shannara Chronicles".




"Professora, ele tá me copiando"
David seguiu o caminho trilhado por Paul R. Frommer que inventou o Na"vi para o filme "Avatar", de James Cameron e que, no momento, também trabalha para expandir a língua para as sequências do filme.


Só observando essa cópia toda, detrás das moitas


Poliglota
Peterson fala pelo menos oito línguas com certo conforto (inglês, espanhol, francês, alemão, russo, esperanto, árabe e linguagem de sinais americana). Ao todo, ele estudou mais de 20 idiomas reais, apesar de se considerar completamente fluente em apenas dois: inglês e espanhol. 


Ele é nerd ele


Enem dos idiomas

Logo no início do planejamento de "Game of Thrones", foi realizado um concurso pra escolher quem criaria a língua fictícia da narrativa. Só depois de apresentar uma proposta de 300 páginas com 1.700 palavras, descrições gramaticais, frases e traduções, Peterson foi escolhido para desenvolver o idioma Dothraki para a série.


You go, boy


A inspiração pro idioma Dothraki  
O Dothraki se parece com o havaiano, e as línguas indo-europeias, como o inglês e o espanhol; mais o espanhol, pela estrutura das frases. Existe sujeito, verbo e objeto, a flexão do verbo e do substantivo, os adjetivos modificando o nome, inclusive com orações subordinadas relativas. E, como eram povos nômades e fortes, isso precisaria estar representado também no idioma, motivo pelo qual Peterson buscou o som do árabe, mais duro e áspero, diferentes do som da língua inglesa.

Palavra por Palavra
Pensando nas raízes do idioma, ele traçou a história de cada palavra do Dothraki, inventando versões da língua como ele imaginava que pudesse ter existido no passado (incluindo milhares de palavras que nunca seriam usadas na série).


Rei é rei né, mores?


Bem Europazinha

O alto valiriano de "GoT" é parecido com o latim, até por vontade do próprio escritor George R.R. Martin.

Um idioma inteiro para só uma frase
David J Peterson criou ainda uma terceira língua para "Game of Thrones" — para um único gigante. Em entrevista, o inventor disse rindo que não soube de antemão que o personagem só teria uma fala, achou que seria cheio dos diálogos. Mas tanto faz, ele criou uma linguagem completa para o personagem.



O blá blá blá de "Star Wars"
David também disse que uma das cenas que mais o inspirou a estudar idiomas está no filme "O Retorno de Jedi", na parte em que Princesa Leia negocia com Jabba. Na primeira vez, ela diz "Yaté, yaté, yotó" - e isto, por si só, significa que ela está vendendo o Wookiee. Porém, na segunda, ela diz "Yotó. Yotó", exatamente a mesma palavra usada no final da primeira fala, mas dessa vez significa que ela exige '50.000, não menos' - depois que Jabba oferece 25.000. "O que é um jeito muito bizarro de uma língua funcionar", ele completa.

Erros de Gravação
Nichole Galicia, que fazia uma alien de língua Kinuk’aaz em "Defiance" recebeu uma fala nova algumas horas antes da gravação. Como teve pouco tempo para praticar, durante a cena esqueceu uma das falas e soltou a primeira coisa que veio na sua cabeça. Ela disse "Boas férias" quando deveria estar dizendo "Você me enoja e desgraça nosso povo". Ninguém no set sabia a diferença. Ela saiu da gravação e correu pra ligar para David e se desculpar por massacrar seu idioma; ele respondeu que não devia ter sido tão ruim quanto ela disse e que se estivesse muito péssimo, eles poderiam dublar a cena. 
A cena foi dublada.


Quando o texto chega
David ajuda as atrizes e atores a falar a língua quando recebem o texto. Algumas vezes passa horas no telefone passando fala por fala, sílaba por sílaba. Pode demorar dias para algumas fonéticas soarem certas. Apesar disso, os atores não necessariamente precisam aprender o idioma, mas apenas treinar sua pronúncia, o que fazem a partir de arquivos em mp3 que recebem junto com o roteiro.




No que importa se estão falando certo?
Ao ouvir essa pergunta, David coloca que a única razão para contratarem um criador de línguas é para ter a certeza de que tudo no que se refere a este dialeto esteja correto. E ele é rigoroso.

"Penny Dreadful"
Verbis Diablo é a língua antiga que detém poderes em suas orações. Para criá-la, Peterson olhou para a linguagem como uma peça de arte. Muitas palavras que significavam algo em uma determinada linguagem são tomadas e revertidas foneticamente para produzir a palavra equivalente em Verbis Diablo. Às vezes, a reversão veio com uma inversão de sentido, como com justa, do latim, que se torna atsüü, "vil". As palavras vieram de fontes reais, especificamente: Árabe, Acádio, Médio Egípcio, Grego Ático, Latim, Persa e Turco.

"The 100"
Como explica muito bem o Maratonei: "Trigedasleng é a evolução do inglês moderno, embora o léxico e a gramática tenham sido alterados para serem relativamente estranhas aos falantes da língua inglesa. Desenvolveu-se parcialmente devido às variações linguísticas naturais, mas também por pressão dos grounders para a criação de códigos e eufemismos que seus inimigos, particularmente os Homens da Montanha de Mount Weather, não entendessem de cara."




Traduções para fãs
Certa vez, uma fã de "Game of Thrones" mandou uma questão um tanto quanto curiosa. Ela gostaria de saber como se dizia "sociology girl" em Dothraki. David disse que infelizmente esse é um termo que não existe no universo Dothraki, no qual o termo "sociologia" é desconhecido. Apesar disso, propôs uma outra tradução, "nayat fin avitihera vojis sekke" - “girl who will stare at people too much", ou, em português "garota que vai olhar para as pessoas demais".

Aplicativo para aprender Dothraki
Foi lançado um aplicativo chamado "Dothraki Companion App", que obviamente é caríssimo (4 dólares). De acordo com os desenvolvedores: "Fãs da série de sucesso da HBO "Game of Thrones" agora podem aprender a língua Dothraki. (...) o aplicativo Dothraki Companion irá armar você com bastante vocabulário e gramática para ter uma conversa completa em Dothraki".

Duvido, mas até fiquei curioso.






Se você quiser saber mais sobre esse assunto, pode visitar os sites nos quais achei estas informações o/

Seja bem-vindo!

Neste post, vamos abordar uma proposta diferente, mais próxima da narrativa da nova série da Netflix, "13 Reasons Why". Então deixei o humor de lado e preferi uma abordagem mais crítica desta vez. Fitas e mapas podem estar ultrapassados, mas a história contada por eles, essa está bem atual.



A série conta a história de Hannah Baker, uma garota nova na cidade e que sofreu várias desilusões de seus considerados amigos e 'crushes'. Assuntos envolvendo bullying, assédio e dor, sem ninguém fazer nada a respeito, são familiares a muitos de nós, não é mesmo? Afinal, já fomos protagonistas desta mesma narrativa em tempos de colégio ou, ainda, atualmente (como agentes ou vítimas). Talvez por isso a série esteja mexendo com tantas pessoas. É duro se enxergar nas dores de um personagem. 

A forma com que a história acontece deixa tudo mais mórbido e tocante ainda... É um misto de tristeza e impotência a cada episódio. Ao contrário da trama ir se desenrolando, em "Os 13 Porquês", nós já sabemos o desfecho, Hannah está morta. A garota tira sua própria vida, mas não sem antes deixar explicações e a sua versão sobre a sua própria trajetória - o que ela deveria ter autoridade para falar, se isso não lhe tivesse sido tirado e se ela não tivesse sido transformada em uma garota frágil, acessível e desrespeitada.

Apesar de ser uma série adolescente, nós esperamos uma narrativa mórbida desde o seu início (eu sempre bato na tecla do potencial de séries teen que são menosprezadas e subjugadas como apenas 'guilty pleasures', diversas vezes) - já que, antes de morrer, Hannah grava sua história em fitas, para cada um dos motivos de sua morte: seus colegas de escola.


Bom, lembra que eu disse que abordaria uma proposta diferente neste post? Agora que a narrativa da série já foi introduzida, vamos falar mais sobre 13 'porquês' que foram cruciais na vida da Hannah e de muitas pessoas no drama em que não podemos escapar: a vida real.

     1. Adolescência

Ah, a adolescência! Aquele período em que saímos da bolha da infância, repleta de inocência e pureza. Começamos a enxergar a maldade nas coisas e, infelizmente, a praticar maldosamente atitudes que machucam as pessoas. Em diversos filmes, séries ou novelas em que temos algum adolescente sofrendo com 'brincadeiras' e desilusões, nós tendemos a observar o todo, mas aqui não. A série se propõe a mostrar cada detalhe, cada motivo de Hannah ter se suicidado. Até porque, algo pequeno como uma implicância, não vai ofender alguém tanto assim, ou será que vai? E que tal uma constante de pingos d'água? Uma hora o copo transborda, por maior que seja...

     2. Escola

As narrativas que abordam a temática do ensino médio, com uma leitura dramática, sempre trazem as seguintes questões: primeiro amor, desilusão, amizades e bullying. Todos estes ingredientes estão presentes na série. Quem dera a escola ser um lugar apenas de aprendizados, em que a maior dificuldade fosse passar de ano, não é mesmo? Para muitos, as matérias, os professores ou acordar cedo, por exemplo, são os coringas, mas para quem é alvo de piadas, mentiras, assédio e tem seus próprios amigos envolvidos nesta soma, o pesadelo é real. No ensino médio, tudo parece ser amplificado, então o mais importante é ter apoio e ser o apoio de quem está do seu lado. 


     3. Música

A trilha sonora influencia muito nos produtos audiovisuais, e esse é um acerto na série! Você pode conferir a playlist disponível no Spotify. O que vamos ressaltar é a presença de 2 músicas de Selena Gomez, que também participou da produção da série!

Tá bem, esse não é um 'porquê', mas deixa eu descontrair em pelo menos um item, vai rs 

     4. Fitas

Saindo do tópico de músicas, um aparelho para reproduzir canções são as fitas (nada utilizadas atualmente, mas fundamentais para a narrativa). Imagina, você recebe uma fita de uma pessoa que fez parte da sua vida e está morta, mas não tem como ouvi-la? Ainda bem que os personagens conseguiram! Tony ainda possui um toca fitas no rádio de seu carro, o que é inacreditável, já que muitos automóveis não tem nem dispositivos para CD! Mas segue o baile, até porque as fitas são protagonistas aqui e não poderiam faltar. 

     5. Amizades

Seja qual for o seu jeito - desde o mais reservado, até o mais extrovertido -, ninguém vive sozinho. Você pode ter poucos, mas bons amigos (ou muitos, mas nem tão bons assim). Ter alguém do seu lado para dividir suas angústias e compartilhar bons momentos torna a vida mais fácil e bem melhor! Mas Hannah não teve muita sorte com as suas escolhas... Primeiro Kat, que logo se muda, depois Clay, que é inconstante e tem dificuldades em perceber as coisas ao seu redor, e ainda Courtney, que a faz de escudo para se proteger de seus próprios medos... Quando seus amigos começam a fazer parte de outros grupinhos, sabemos que o drama começa! Mas não é só questão de afastamento, porque isso faz parte mesmo. São as brigas, as mentiras e as traições. Todos acabam tendo assim uma parcela de vítima e de culpa.



     6. Decepções

Quando pessoas que você não tem contato riem de você e espalham rumores, dói né? Agora e quando são seus amigos, pessoas que você confiou? Conheço uma frase que diz "Decepção não mata, ela ensina a viver", mas será mesmo? Nessa história, vimos que ela mata sim, que a decepção e a traição são um dos porquês. 



     7. Ser quem não é para se enturmar

Ensino médio é o reino dos grupinhos! Você pode se encaixar em algum que seja mais a sua cara ou você pode se moldar para se encaixar em algum outro. Isso fica bem visível em narrativas adolescentes, sempre falando dos populares - os atletas -, aqueles que podem fazer tudo e machucam muitas pessoas pelo processo. No seriado, são eles que espalham os rumores sobre Hannah, fotos, lista... Qual a necessidade de pisar nas pessoas para aumentar seu ego e por que isso é sinônimo de popularidade?

E mais, todos sabemos que isso acontece, então por que continua acontecendo?

     8. Mentira e difamação

Palavras podem ser levadas pelo vento, mas fotos, por exemplo, geram um burburinho maior, não é mesmo? Agora, a intenção, o ponto de vista, a história contada em cima de uma imagem... No fim, tudo volta a ser apenas palavras. Se você acha que tem direito de apontar defeitos e inventar histórias sobre uma pessoa, você é um porquê. O respeito ao próximo é um conceito clichê, mas fundamental. E quem assiste o bullying acontecer, pode ser sim um cúmplice e ter sua parcela de culpa.



     9. Assédio e bullying

Não só de palavras e ações indiretas se faz o bullying. Ações diretas como risadas, olhares e, principalmente, toques, agravam a situação. Se você é mulher, tenho certeza que mexeu com você a cena em que Hannah é assediada por Bryce em uma lojinha e quando é assediada por Marcus na lanchonete (tiveram coisas ainda piores que não vou entrar em detalhes por acontecerem mais pro final). Pior ainda, dói porque sentimos, dói porque nós já fomos Hannah e infelizmente nada impede que sejamos novamente.


     10. Solidão

Quando seus amigos se afastam e você é a chacota da escola, a solidão entra em cena com toda a força. É como eu falei, ninguém é feliz sozinho, menos ainda quando você é inocente daquilo que te culpam. A solidão leva as pessoas a terem pensamentos e ações singulares, cada um reage de um jeito, cada pessoa se machuca com uma intensidade e reage de maneiras distintas.  

     11. Depressão

Até quando é preciso afirmar que depressão é doença? Ninguém fica depressivo porque quer! É um estado de profundo sofrimento, em que o corpo, a mente e o organismo de cada pessoa age de um jeito. Ajude quem estiver passando por isso, para esta e outras doenças não serem definitivas e destruírem vidas. Não seja o motivo da depressão de alguém. Seja um dos motivos de sua superação. 

     12. Amor (ou falta de)

Se respeitar o próximo é clichê, amar o próximo também é, mas não deixa de ser tão fundamental quanto! Amar no sentido de não prejudicar, de não passar por cima de alguém, usar alguém, ferir ou desprezar. Todo detalhe faz a diferença. É claro que somos humanos, falhamos e erramos, mas também somos humanos para reconhecer nossos erros e nos desculparmos. Mágoa é motivo, reconciliação é cura.

     13. Morte

Se você ignorou todos os 12 motivos e porquês até chegar aqui, e achou um blá blá blá puro, você pode estar sendo um dos 13 porquês na vida de alguém. Claro que estamos falando de um número aleatório, por nomear a série, mas ele pode ser menor ou maior para cada pessoa. Mas por que ser um dos motivos da morte de alguém ao invés de ser um dos porquês dessa pessoa viver?


A série está repercutindo bastante e ganhou uma 'hashtag' bem bacana no Twitter, a #NaoSejaUmPorque, em que as pessoas se abrem e refletem o impacto que este assunto tem sobre a sociedade. No seriado, a história já está contada. Hannah está morta e nenhuma fita pode alterar isso. Mas elas servem para abrir os olhos de cada um dos motivos sobre suas ações, para que elas não se repitam e não destruam mais vidas. E você? É um porquê na vida de alguém?

Não seja, pois se você é um porquê em vida, também será um porquê em sua morte.








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